sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Carta ao céu


By: Luh Vieira & Carol Hél

Eu me perdi hoje.Eu me perdi e não sei como me encontrar.Como posso ser tão tolo?Como posso estar em todos os lugares errados e com as pessoas erradas?Eu já não escuto mais aquela voz na minha cabeça.Estou me esvaziando.Então Deus, deixe a chuva cair e lavar minha alma, eu preciso sentir o trovão. Eu estou voltando.Senhor, como espectros de luz podem ser assim tão penetrantes?E a chuva? Como pode ser tão leve e tão pesada ao mesmo tempo? Gostaria de ser assim, leve e pesada. A criação é perfeita, os seres humanos não.O que faço para voltar a respirar?Meus pulmões estão fragilizados. Sinto uma dor que não é real.Queria me sentir leve, abrir minhas asas e voar como uma doce borboleta.Deus! Ensina-me a viver, e, a saber, o significado de seguir.Tento saber, mas acho que não consigo, não posso!Ser eu mesma é o que tenho praticado. Mas acho que ser assim não faz sentido.Se eu não sigo algo ou alguém, as pessoas me recriminam.Mas... Um dia, pensando nessas dúvidas cruéis, observei as cores. Tão belas tão inocentes.Que essas inocentes cores me encham de alegria. Que a voz na minha cabeça volte a gritar. Que a luz me penetre. Que a chuva levemente me lave. Que eu voe novamente como a mais bela das borboletas. E que o senhor, meu Deus, volte a inundar meu ser com todo seu clamor de paz de sua criação perfeita para a humanidade defeituosa.

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