domingo, 20 de dezembro de 2009

Bosboletas Pretas.

por: Caroliny Jabbuh








São poucas as horas de um dia cinza. São basicamente errantes os sobreviventes desse mundo, onde o sol, à noite, aparece de relance pra desejar bons sonhos. E em um sorriso fraco tudo se transforma em flores de papel, flores azuis para ser franca, necessitando dos cuidados de alguém. E de um suspiro fraco surgi o que se pode chamar de esperança, ou algo do tipo, para tentar se livrar definitivamente de sombras que são condenadas a viver em frases avulsas, sem sentido algum. São contadas as horas de um dia, escutando alguém falando e cantando em lírica voz sobre o passado, e tudo se transforma e pedaços de carvão, onde bruxas enfeitiçam pobres tolos que não sabem apagar o próprio reflexo morto. As horas de um dia passam com o grito abafado da morte com o medo dos homens que por vingança procuram o elixir de uma vida eterna, aponto de a encontrarem cedo de mais. Borboletas negras governam esse lugar onde cito. As mesmas que sempre acabam revivendo tudo de novo. Observam ao redor com o coração oco, sem esperança. Ao som de uma voz lírica que como sopro atravessa os galhos secos das árvores sempre contando hora por hora de um curto dia cinzento.







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por: Carol hél Jabbuh T
O frio em uma noite que canta, enfeita o céu avermelhado de uma cidade deserta de sonhos, de esperança, de aconchego. Você, deitado na cama, a lembrar do passado.

Não voe para tão longe fique aqui com os assombros do presente. É difícil perseber que que estou aqui? Somos todos tãos tolos para sentir o que é importante, o que vai mudar. E eu? Apenas um fantasma a lhe observar.

São línguas a gritar a ponto de mudar o tempo, de te fazer chorar.

E eu? Apenas um fantasma tentando te fazer lembrar, de como é bom estar vivo, e embaixo de lágrimas te fazer cantar.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O vale das sombras


por: F. França & Luh Vieira


Venha... segure a minha mão e eu te mostrarei o caminho, é hora de acordar e esquecer os pesadelos, sem ter medo de errar novamente, eu te guiarei através da noite. passando pelo vale das sombras nós não fraquejaremos, mesmo depois de cair varias vezes nós vamos levantar e vamos continuar andando... para que nada do nosso esforço caia por terra... E quando o trovão roncar alto, eu estarei ao seu lado, nada mais pode nos parar, nem o passado, nem o medo, e nem a chuva. Então venha, deixe seus temores de lado, limpa tua alma, e purifica o seu coração, vamos para um rio onde o curso não está determinado, não tem chegada e nem partida, vamos de encontro ao destino...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

creeping dawn

Por: Luana Vieira



Eu vi um eclipse modificar o mundo que conhecia.
Tudo a minha volta parecia errado.
E aos poucos ouvindo o vento chamar meu nome,
Ecoando pela vastidão do meu céu mal assombrado ;
Onde os monstros dos meus pesadelos parecem doces anjos;
E os gritos soam como uma canção de ninar .
Eu me escondi no escuro onde parecia seguro;
E assisti de perto a queda daquilo que amava;
Enquanto as gotas de sangue da chuva molhavam minha pele branca;
Eu me sentia a rainha de um mundo que não podia governar;
E me tranquei no vácuo de um corpo vazio, ouvindo o som das correntes .
E então a morte veio me presentear com lindas flores de papel.
Lentamente vi meu céu se desfazer sobre mim...



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

...



"Sentada ouvindo o tic tac do relógio, um toque nostaugico invade meu coração. Lembranças muito recentes de um tempo que se passou.Não foi um adeus, foi um recomeço, que veio para tornar indestrutível aquilo que já era forte.O clima quente da manhã suaviza ainda mais o acontecido na noite anterior...Com a cabeça praticamente no lugar lhe afirmo que não quero e não vou abrir mão daquilo que tanto amo, um amor que não posso explicar, e se pudesse os outros não poderiam entender.Algo bem maior que o imaginável, e bem mais intenso do que o perceptível aos olhos humanos.”
“Aqui dedico algumas palavras e meu amigo, meu anjo, aquele que me estendeu a mão quando ELE precisava de ajuda..e me acolheu em seus braços sem dizer nenhuma palavra, quando tudo o que eu precisava era de um abraço, que sabe o que dizer mesmo quando estou certa de que não há nada a ser dito.Agora eu sei...estamos mais unidos do que nunca. Com tudo isso aprendi que saudade de alguma forma faz bem. E quanto as lágrimas que derramei...não se preocupe...é apenas água.”


Sabe...as vezes as coisas não são exatamente como desejamos, as vezes desejamos ter de volta algo que te fato nunca tivemos, esse é o caminho errado. Deixe acontecer naturalmente e a resposta virá.

Carta ao céu


By: Luh Vieira & Carol Hél

Eu me perdi hoje.Eu me perdi e não sei como me encontrar.Como posso ser tão tolo?Como posso estar em todos os lugares errados e com as pessoas erradas?Eu já não escuto mais aquela voz na minha cabeça.Estou me esvaziando.Então Deus, deixe a chuva cair e lavar minha alma, eu preciso sentir o trovão. Eu estou voltando.Senhor, como espectros de luz podem ser assim tão penetrantes?E a chuva? Como pode ser tão leve e tão pesada ao mesmo tempo? Gostaria de ser assim, leve e pesada. A criação é perfeita, os seres humanos não.O que faço para voltar a respirar?Meus pulmões estão fragilizados. Sinto uma dor que não é real.Queria me sentir leve, abrir minhas asas e voar como uma doce borboleta.Deus! Ensina-me a viver, e, a saber, o significado de seguir.Tento saber, mas acho que não consigo, não posso!Ser eu mesma é o que tenho praticado. Mas acho que ser assim não faz sentido.Se eu não sigo algo ou alguém, as pessoas me recriminam.Mas... Um dia, pensando nessas dúvidas cruéis, observei as cores. Tão belas tão inocentes.Que essas inocentes cores me encham de alegria. Que a voz na minha cabeça volte a gritar. Que a luz me penetre. Que a chuva levemente me lave. Que eu voe novamente como a mais bela das borboletas. E que o senhor, meu Deus, volte a inundar meu ser com todo seu clamor de paz de sua criação perfeita para a humanidade defeituosa.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mundo estranho

Esta moléstia que me agride só me faz ter mais vontade de seguir em frente. Vontade de ser apenas mais um neste lugar estranho, onde homens destruidores de sonhos assombram a morte. Onde cavalheiros estão extintos e " militares" são muitos. Onde o sussurro da mentira é mais forte que o exclamar da verdade. Onde muitos esbanjam e poucos se preocupam. Onde ser diferente é raro. Onde apenas uma moléstia agressora pode dar ao ser humano mais vontade de viver...

by: Carol Hél Jabbúh